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Bolsonaro chama Flávio Dino de 'Gordinho Ditador' em evento no Maranhão

Durante a cerimônia, o chefe do executivo federal fez duras críticas ao governador Flávio Dino, que o é do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), seu opositor declarado.

21/05/2021 15h01 Atualizada há 4 semanas
Por: Diogo Costa Fonte: R7
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Em seu segundo dia de agendas no Maranhão, o presidente Jair Bolsonaro esteve na manhã desta sexta-feira (21) em Açailândia para a entrega simbólica de títulos de terra a assentados do estado. Durante a cerimônia, o chefe do executivo federal fez duras críticas ao governador Flávio Dino, que o é do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), seu opositor declarado.

"Lá na Coreia do Sul [na verdade, Coreia do Norte] tem uma ditadura, o ditador não é um gordinho? Na Venezuela, também uma ditadura, não é um gordinho lá o ditador? E quem é o gordinho ditador aqui do Maranhão?", disparou o presidente, seguido por gritos "Fora, Flávio Dino" da plateia presente na cerimônia.

O presidente seguiu seu discurso comparando regimes tidos como de esquerda ao Brasil. Segundo Bolsonaro, países como Venezuela e Argentina comprometem a liberdade da população e levam a população à "desgraça".

"Quando se fala em liberdade, vocês acompanham o que acontece no mundo e no Brasil. Uma escolha mal feita e o povo é levado à desgraça. Assim foi feito com [Hugo] Chávez [que morreu em 2013] e [Nicolás] Maduro [que o sucedeu] na Venezuela. Os mais humildes acabam vindo a pé para o Brasil", disse.

"Escolhas erradas, com todo respeito e autonomia de qualquer outro país, aqui na Argentina fizeram uma coisa bastante complicada. É a estatização de empresa, é a proibição de exportação de certas mercadorias, é a exigência para qualquer cidadão argentino sair de lá e deixar 30% a título de imposto para o seu estado. Não queremos isso. O comunismo não deu certo em lugar nenhum no mundo. Não vai ser no Brasil que ele vai dar certo", disse o presidente.

Nas palavras de Bolsonaro, "tudo que não presta simboliza numa palavra que começa com C e termina com A: comunista". "O estado do Maranhão brevemente será libertado dessa praga. Só os do partido ficam gordos, o povo emagrece e sofre. Eles não têm o que oferecer a vocês", alfinetou o opositor.

Pandemia

Bolsonaro aproveito a cerimônia para reafirmar suas críticas às políticas de isolamento social que ajudam a conter a disseminação da pandemia. 

Segundo o presidente, as medidas adotadas no Maranhão "não tem comprovação científica". "Nós devemos enfrentar os problemas. [Quero] dizer que todos no Maranhão aqui que perderam seus empregos: não foi obra do governo federal. Quem fechou o comércio, obrigou vocês a ficarem em casa e destruiu milhares de empregos foi o governador do seu estado. E as medidas adotadas aqui pelo governador não têm qualquer comprovação científica. Foi apenas uma demonstração de força que ele pode oprimir e escravizar o povo dizendo que estava defendendo sua vida."

Conforme o presidente, os gestores que implementar lockdowns "querem o poder para ficar eternamente no governo".

Conforme especialistas em infectologia, além da vacinação, as medidas sanitárias mais eficentes para controle da pandemia são o distanciamento social e higiene pessoal.

Até o momento, o Maranhão contabiliza 282.305 casos confirmados de covid-19, com 4.148 mortes. No estado que tem 7.114.598 habitantes, 1.116.797 doses de vacina contra o coronavírus foram aplicadas na população (15,7%). Em relação à segunda dose, 486.697 injeções chegaram aos braços das pessoas (6,84%). Os números são do Vacinômetro do R7.

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