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Chef de cozinha ensina seus truques para fazer um bom feijão; confira!

Embora simples, a execução do feijão assusta muita gente.

06/10/2020 às 12h14 Atualizada em 06/10/2020 às 12h22
Por: Fonte: Uol
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LauriPatterson/Getty Images
LauriPatterson/Getty Images

Base da alimentação brasileira como o arroz, o feijão está na mesa de diferentes classes sociais, de Norte a Sul do país. Pode ser encontrado tanto no boteco quanto num restaurante com estrela Michelin. 

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Embora simples, sua execução assusta muita gente, principalmente por conta do uso da panela de pressão. A depender da família e da região, pode ser preparado de diversas maneiras, de acordo com as preferências.

É difícil ser surpreendido por uma garfada de feijão já que é um prato muito comum, mas quando acontece, fica na memória. É o caso da receita servida no Tordesilhas, restaurante de comida brasileira em São Paulo comandado por Mara Salles.

A cozinheira, que aprendeu tudo sobre comida com a mãe, na roça, ensina aos leitores de Nossa os truques para um feijão caldoso, envolvente e cheio de sabor.

Para mim, feijão tem que ser básico, gostoso e simples. Sempre que dou aula ensino a fazer arroz e feijão. Todo brasileiro precisa saber".

Sem louro nem cebola

Se você tem aflição de comer partes 'diferentes' de um animal, prepare-se: o feijão de Mara ganha sabor com um pé de porco. "Coloco para cozinhar junto com o feijão um pé ou uma orelha de porco. De preferência, pé. É isso que deixa o feijão mais encorpadinho por conta do colágeno".

Outra particularidade é que as sementes não ficam de molho. São apenas passadas em água corrente e levadas à panela de pressão com água e meio pé de porco salgado e lavado. A chef indica colocar três partes de água para uma de feijão.

A partir do momento que a panela de pressão começar a chiar, é hora de contar o tempo. A minutagem pode depender do feijão. Para o carioquinha, mais consumido em São Paulo, são cerca de 25 minutos ou até que o grão se desfaça ao toque dos dedos.

Em outra panela grande, Mara coloca uma concha 'mal cheia' de banha de porco. Depois de esperar a gordura esquentar, ela adiciona 30 gramas (ou uma colher de sopa rasa) de alho picado bem pequenininho.

E aqui está o pulo do gato: o alho deve atingir o máximo da caramelização sem queimar. O caramelo é bem-vindo, mas o sabor amargo é indesejado.

Quando o alho atinge esse ponto, Mara coloca o feijão cozido nessa panela com o tempero. "É preciso ouvir aquele 'chuuuuu' ", diz ela. Depois disso, é só esperar ferver e acertar o sal.

Se quiser o feijão mais caldeado, pode colocar mais água (quente) e deixar mais tempo no cozimento para encorpar. São cerca de dez minutos até chegar num ponto bom de cremosidade com a panela aberta.

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