
O Shopping da Cidade, no Centro de Teresina, vai retornar suas atividades comerciais a partir do dia 10 de agosto, em um sistema de revezamento de lojas, medida adotada para evitar aglomerações durante a pandemia da Covid-19.
O recomeço vai acontecer de forma gradual e obedecendo a um sistema de rodízio entre os comodatários. O shopping vai funcionar de segunda-feira até quinta-feira, com metade das lojas abrindo nos dois primeiros dias da semana, e a outra metade no dias seguintes. O expediente passa a ser único, com 6 horas diárias, das 9h e 15h.
Inicialmente, a reabertura havia sido marcada para a segunda-feira (3), mas foi adiada por mais uma semana. De acordo com Denis Loureiro, coordenador do Shopping da Cidade, a data foi adiada para que os lojistas recebam mais informações sobre o sistema de rodízios e protocolos de segurança.
“Há algumas semanas já estamos fazendo esse trabalho de sinalização, colocando equipamentos, mas hoje vimos a necessidade de nosso comodatário receber uma informação maior sobre os protocolos. Com isso, a gente postergou para o dia 10 de agosto a abertura do shopping, com relação a clientes. Os nossos clientes estão convidados a comparecer ao shopping na próxima semana de 9h às 15h, que é o novo horário de funcionamento”, explicou o coordenador.
O shopping atualmente abriga mais de 1860 comodatários. Desde que abriu há 11 anos, o prédio nunca tinha fechado as portas por um período tão longo. Segundo Carmem Neudélia Carvalho, presidente do Instituto de Negócios do Piauí (INPI), o shopping está passando por um processo de readequação para poder receber clientes.
"Nesta semana nós estamos preparando as sinalizações e as instalações de alguns equipamentos. A próxima semana será de acesso exclusivo aos comodatários, para que eles organizem os seus estabelecimentos, box e lojas, e abriremos para o público na segunda-feira dia 10", disse Carmem Neudélia.
A lojista Carla Sampaio mantém uma loja de roupas femininas com a sua irmã no Shopping da Cidade e desde o início da pandemia, com a suspensão das atividades presenciais em todo o estado no fim de março, as duas tiveram que utilizar as redes sociais para comercializar o seu produto.
“Tivemos que fechar por causa da pandemia e reinventar nossa forma de trabalho através de delivery, pois não podíamos parar com a geração de fluxo do nosso caixa, que é a nossa fonte de renda, e precisávamos manter o relacionamento com os nossos clientes”, relatou.
Marta Pereira vivenciou uma situação parecida durante a quarentena. Ela, que mantém uma oficina de conserto de celulares, viu o seu faturamento cair mais de 60% por causa do atendimento online e serviço de entrega, durante o período de pandemia. “Todas as minhas contas se acumularam sim, infelizmente. A gente vê a necessidade de retornar ao shopping, não só eu, mas muitos estão com essa necessidade também”, explicou.
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