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Moradores temem que suas casas desabem

Imagine morar com o medo de sua casa cair a qualquer momento. Esse é o dilema enfrentado por muitas famílias que vivem no Residencial Pedro Balzi, na zona Sudeste de Teresina. A cada chuva que ocorre na região, a população sofre com os danos causados. As casas, em sua maioria de taipa, não suportam a força da água e acabam caindo.

30/01/2018 às 03h10
Por: Fonte: Meio Norte
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(Crédito: Raíssa Morais)
(Crédito: Raíssa Morais)

Débora Esttefany, dona de casa, diz que sua mãe teve que sair de seu imóvel pois estava ameaçada de cair a qualquer momento. “Ela veio para o lado da minha casa. O perigo maior mesmo são as casas que ficam na encosta do morro. Quando chove, a lama vem com muita força e leva tudo pela frente. A Prefeitura só aparece por aqui na época de eleição”, declara.

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A dona de Casa Maria das Dores mora com seu marido e mais dois filhos. Ela conta que sua casa está com risco de cair a qualquer momento e faz um apelo. “Só quero ajuda para construir minha casa. Não tenho condições, meu marido é doente e não pode trabalhar. Com a última chuva, a parede do lado caiu e tivemos que colocar escoras e esse plástico no local. Já fui fazer o cadastro do Minha Casa, Minha Vida, mas nunca fui contemplada”, conta.

 

Andando pelo local, a equipe de reportagem constatou muitas casas em situações preocupantes, a maioria com as paredes e tetos caídos. Para tentar resolver os problemas, os moradores colocam estacas e lonas.

 

Quem mora no morro tem ainda mais medo. É o caso do Mauro Rezende da Silva, de 65 anos. Ele vive só, em uma casinha de taipa, que já não suporta a ação da natureza. “A última chuva que deu, a água entrou pela parte de trás e saiu pela frente. Caiu o pedaço da parede do lado e ela só vive estalando”. Já escorei aqui, mas não resolve, pois a água vem com violência de cima do morro”, afirma.

 

Um pouco acima da casa do senhor Mauro vive a família de Samuel Eufrásio e Alessandra de Araújo. Vivendo na encosta do terreno acidentado, eles contam que o local foi considerado área de alto risco pela Defesa Civil. “Eles deram a ordem de despejo e prometeram um aluguel de três meses com um valor de R$ 200,00, passando esse período, a gente tinha que arcar com os custos. Como não temos condições, continuamos aqui”, fala Samuel.

 

“Estamos muito preocupados, pois toda vez que chove à noite não dormimos, a casa estala muito, tenho minha filha bebê, e minha enteada que vem para cá, mas é muito perigoso. A Defesa Civil diz para gente sair, mas não dão um local seguro pra gente ir”, afirma Alessandra.

 

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