
O que mais chama atenção na história de Taylor-Jay Ravicini, do País de Gales, é que ele já havia perdido a visão do mesmo olho depois de uma flecha, que também era de brinquedo, ao acertar a região, quando ele tinha apenas três anos.
O segundo caso, ocorrido com o lançador de dardos , foi tão grave que não foi possível salvar seu olho, e os médicos tiveram que removê-lo. Agora, a mãe do menino, Stacey, está arrecadando fundos para que seu filho receba uma prótese “mais realista”.
O garoto passou a sofrer bullying na escola e foi apelidado pelos colegas de “Popeye”, em referência ao personagem do desenho animado.
Na primeira ocorrência, a mãe conta ao jornal “The Sun” que tudo aconteceu em um flash. O garoto havia sido atingido pela flecha e, após o atendimento médico, veio a notícia de que ele tinha perdido a visão.
"Disseram-nos que Taylor tinha um arranhão nos olhos, mas a verdadeira extensão foi revelada quando médicos confirmaram que ele havia ficado cego”, explica.
O menino passou seis meses internado com complicações em decorrência das infecções ocorridas no local. "Foi difícil concordar com o fato de que ele era cego de um olho , mas nos acostumamos com isso”, diz Stacey.
Seis anos depois, no entanto, a criança foi atingida por um “tiro” de uma arma de brinquedo. “Estava no andar de baixo e ouvi um grito devastador. Eu não consegui ir vê-lo. Pedi ao meu parceiro porque sabia que algo tinha acontecido. O olho de Taylor estava cheio de sangue”, relembra.
Após procurar ajuda, os médicos disseram que ele poderia perder a visão de ambos os olhos se não retirasse o que havia sido afetado. Diante disso, não tinha escolha: a criança precisou passar por uma cirurgia para remover o olho atingido pela peça do brinquedo.
Atualmente, a criança está com olho protético, mas a mãe busca por algo mais realista. "Onde quer que a gente vá, as pessoas estão olhando para ele e sussurrando sobre seus olhos. Na escola, é constantemente intimidado e o chamam de 'Popeye'. Isso realmente dói. Por que ele deveria ser tratado de forma diferente?", indaga a mãe.
Na internet, a mulher criou uma conta em um site que arrecada doações e deseja atingir a meta estabelecida para comprar a prótese. "Espero que as pessoas entendam o quanto ele precisa desse olho protético. Estou constantemente preocupada com ele e o que vai acontecer a seguir. Tudo isso tem sido uma grande montanha-russa emocional”, finaliza.

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