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Brasil Acusado

João de Deus aparece pela 1ª vez após escândalo sexual

O médium disse a jornalistas que é inocente e depois saiu.

12/12/2018 às 10h25
Por: Diogo Costa Fonte: Metrópoles
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Foto: Filipi Cardoso
Foto: Filipi Cardoso

O médium João de Deus apareceu pela primeira vez em Abadiânia (GO), nesta quarta-feira (12), após estourar o escândalo sexual em torno de seu nome. Ele foi acusado de abusar de mulheres durante tratamentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, onde atende pacientes há 44 anos. O líder espiritual chegou de carro por volta das 9h30 cercado de seguranças, desceu, entrou na sala de orações, disse algumas palavras e saiu. “Sou inocente”, afirmou aos seguidores e saiu sete minutos depois sem falar com os jornalistas.

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Segundo voluntários que estavam dentro da sala, o médium também refutou as denúncias de abuso e afirmou que a Justiça irá decidir sobre todas as acusações. Ainda de acordo com ele, João de Deus explicou que não se sentia confortável para fazer cirurgias espirituais e outros atendimentos. Agradeceu a oportunidade de estar no local e saiu amparado. Muitos seguidores começaram a chorar.

Assim que João de Deus chegou, cerca de 100 pessoas estavam no local e o cercaram. Ele foi aplaudido e uma grande confusão se formou. Um dos voluntários disse aos jornalistas que o líder espiritual estava sem condições de fazer atendimentos em função do escândalo e pediu desculpas: “Se houve um erro, peço desculpas”, afirmou o homem, que não se identificou.

Até o momento, 450 denúncias foram protocoladas em Ministérios Públicos de dez estados e no Distrito Federal. Coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de Goiás, Luciano Miranda Meireles, avalia que as denúncias de abuso sexual envolvendo o líder espiritual João Teixeira de Faria tem potencial para alcançar uma dimensão maior do que o caso de Roger Abdelmassih.

O ex-médico de reprodução assistida foi condenado a 181 anos de prisão por estupro de pacientes. “Pela movimentação que estamos assistindo, o número de mulheres que se apresentam como vítimas deverá ser maior. Há relatos de abusos ocorridos há 20 anos. ”

 

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