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Metade dos brasileiros ainda não conseguiu comer picanha em 2025

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09/12/2025 às 19h52
Por: Diogo Costa
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Reprodução
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Mesmo sendo um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, o Brasil encerra 2025 com um retrato que escancara a desigualdade social: cerca de metade da população nunca conseguiu levar picanha para a mesa. Enquanto o agronegócio comemora recordes de exportação e lucros crescentes, milhões de brasileiros recorrem a cortes mais baratos, ossos, miúdos ou até deixam de consumir proteína animal por falta de dinheiro.

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De acordo com especialistas, o fenômeno é resultado da combinação entre inflação persistente nos alimentos, renda parada e o aumento geral do custo de vida. Esse conjunto de fatores apertou o orçamento das famílias, principalmente nas regiões mais pobres do país. Em periferias urbanas e municípios de baixa renda, tornou-se comum o relato de consumidores que só conseguem comprar carne “quando sobra algum dinheiro”.

Produção em alta, acesso em queda

Apesar da dificuldade enfrentada pelas famílias, o problema não está na oferta. O Brasil segue entre os maiores exportadores de carne bovina do planeta, enviando cortes premium, como a picanha, para diversos países. Analistas afirmam que a dificuldade de acesso ao produto dentro do próprio território nacional revela o descompasso entre a força do setor produtivo e o poder de compra da população.

Para economistas, esse abismo evidencia um quadro preocupante: mesmo em um país abundante em proteína animal, uma parcela expressiva dos brasileiros não consegue pagar por um único corte de primeira. O consumo de carne — que por décadas simbolizou melhoria de vida — transformou-se em um indicador explícito da desigualdade que ainda marca o país.

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