
No início do bate-papo, Taís ressaltou a diferença entre ser mãe de uma menina e um menino. "Quando engravidei do meu filho, eu fiquei muito, mas muito aliviada de saber que no meu ventre tinha um homem. Porque eu tinha a certeza de que ele estaria livre de passar por situações vivenciadas por nós, mulheres. Teoricamente, ele está livre, certo? Errado. Errado porque meu filho é um menino negro e liberdade é um direito que ele não vai poder usufruir se ele andar pelas ruas descalço, sem camisa, sujo, saindo da aula de futebol. Ele corre o risco de ser apontado como um infrator - mesmo com seis anos de idade", disse. "No Brasil, a cor do meu filho é a cor que faz com que as pessoas mudem de calçada, escondam suas bolsas e que blindem seus carros", continuou.
Taís ainda comparou a questão envolvendo a temática de gênero. "A vida dele só não será mais difícil do que a minha filha. Quando eu penso o risco que ela corre simplesmente por ter nascido mulher e negra eu fico completamente apavorada, e meu pavor tem razão", conta.
No fim do discurso, a global ainda fez um comentário 'inspirado' no clássico discurso de Martin Luther King: "Eu tenho um sonho de ver ricos trabalhando para acabar com a pobreza, homens se colocando no lugar de mulheres, ver mulheres brancas vendo que existe um abismo entre mulheres brancas e negras, de ver crianças heterossexuais aceitando crianças homossexuais e trans, de ver mulheres heterossexuais aceitando mulheres lésbicas e que todos nós fiquemos muito atentos para garantir os direitos dos índios".
Agora Lascou! Gasolina sobe 5,5% e diesel dispara 19,4% desde o início da guerra do Oriente Médio
Herói Policial morre soterrado após salvar esposa e vizinhos durante deslizamento em Minas Gerais
Falha de Lançamento Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão e explode após decolagem Mín. 24° Máx. 40°