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Amarante Caso de Polícia

Homem é condenado a 16 anos e 4 meses de prisão por assassinar ex-sogra que era natural de Amarante

Um familiar presente no julgamento afirmou que a família teme por sua própria segurança, uma vez que sofria ameaças por parte do sentenciado.

20/09/2023 às 19h55
Por: Diogo Costa
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Reprodução / Divulgação
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O Tribunal do Júri decidiu nesta quarta-feira (20) pela condenação de Charles de Góis Nunes, acusado de assassinar Julia Soares Brandão, de 52 anos, em um crime que chocou a cidade de Teresina. O réu foi sentenciado a uma pena de 16 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato, que ocorreu em outubro de 2020.

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A sessão do Tribunal do Júri aconteceu ao longo do dia no Fórum Cível e Criminal da cidade. Segundo relatos apresentados durante o julgamento, Charles cometeu o crime por não aceitar o fim do relacionamento com a filha da vítima. Julia Brandão teria ido buscar os netos após marcar um encontro com o assassino.

A decisão do juiz em permitir que o réu responda à pena em liberdade causou indignação e preocupação entre os familiares da vítima. Um familiar presente no julgamento afirmou que a família teme por sua própria segurança, uma vez que sofria ameaças por parte do sentenciado.

"O juiz manteve a liberdade dele, já tinha soltado ele. A gente teme a própria vida. A gente sofria ameaças por parte dele. Além de matar a mãe, matava parte da família. A gente está correndo perigo. Tira nossa paz, não vivemos direito achando que o pior pode acontecer. Por isso a gente pedia que ele saísse de lá preso. Tira a paz. Não vai trazer a mãe de volta, mas ele preso podemos levar a vida com mais tranquilidade", desabafou uma filha da vítima.

Após cometer o crime, Charles fugiu e se entregou às autoridades seis dias depois. Desde então, ele vinha aguardando o processo em liberdade. Durante o julgamento, a ex-esposa do réu prestou depoimento virtual e relatou um relacionamento abusivo de 10 anos, marcado por brigas, agressões e xingamentos. Ela afirmou que já havia pensado em se separar diversas vezes e que tomou essa decisão após conseguir uma medida protetiva. A ex-esposa também expressou temor em relação ao réu.

"No dia do fato ele argumentou que estava passando por necessidade e que precisava da ajuda dela para pegar as crianças. Sendo que ele já vinha planejando. Ele queria matar minha irmã e como ela não foi, ele surpreendeu minha mãe com um tiro de espingarda. Ela veio a óbito a caminho do hospital", narrou Gilvanete, filha de Julia Brandão.

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