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Advogado natural de Amarante Deusdedit Sousa 100 anos de uma vida marcante; veja

Por Waldelúcio Barbosa

12/02/2022 às 14h18 Atualizada em 13/02/2022 às 11h57
Por: Diogo Costa Fonte: meionorte.com
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Reprodução / Divulgação
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Grande personalidade do mundo jurídico piauiense e membro Honorário Vitalício da Ordem dos Advogados do Brasil- OAB, seccional Piauí, (OAB-PI),  Deusdedit Sousa, completa 100 anos de idade neste domingo, dia 13 de fevereiro, com uma trajetória de inúmeras contribuições frente ao sistema OAB e diversas iniciativas para o fortalecimento da Ordem, sobretudo levantando bandeiras relevantes para a valorização da Advocacia, na defesa da cidadania e da Democracia. O advogado é uma referência em experiência profissional e até hoje, mantém seu escritório na Rua Álvaro Mendes, 1045, primeiro andar.

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Com 100 anos ainda trabalha; é lúcido, astuto e sábio – o que faz sentido porque convém lembrar que o Dr. Deusdedit é mais velho que a OAB, seccional Piauí, que ele presidiu e onde certamente exerceu com sua habitual elegância suas virtudes de pessoa conciliadora, afável, colaboradora, bom companheiro, sempre de bom humor, sendo, assim, uma referência como advogado.

Deusdedit Sousa é nascido em Amarante – talvez derivando daí sua longevidade profícua, que fez dele Contador e Advogado, tendo sido presidente da Seccional Piauiense da OAB, entre fevereiro de 1985 e janeiro de 1987, fazendo uma magnífica gestão. Na Presidência da OAB-PI, liderou ações inovadoras, como inaugurar o auditório da seccional e realizar vários eventos, dentre eles o Primeiro ENAD, em 1986, um encontro dos advogados piauienses, sendo um marco histórico na atuação da Seccional.

Pode-se dizer, assim, que estudar sempre lhe foi uma opção primeira, porque não há facilidade em se atingir dois graus de saberes tão específicos se não pelo amor aos estudos, o que fez dele um bom advogado e um bom contador – tendo mantido por anos um conhecido e respeitado escritório de Contabilidade em Teresina.

Em 1966, Deusdedit Sousa graduou-se na Faculdade de Direito do Piauí, em um momento especialmente difícil da vida nacional, mas que não foi obstáculo a que ele construísse uma vida pública que o levou a atuar como dirigente sindical, diretor de organizações governamentais, como o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), diretor da Agespisa, membro do Conselho Fiscal do Banco do Estado, presidente da Junta Comercial e procurador do Estado do Piauí e da Fundação Cultural do Piauí. Em meio a tudo isso, ainda encontrava tempo para se dedicar à comunidade, o que muito bem fez como dirigente do Jockey Clube do Piauí.

Deusdedit é esposo de Elita Raulino, pai de três filhos, sendo eles: João Henrique, Jorge Sousa e Eneide Sousa. O advogado é frequentador assíduo dos eventos da OAB, sempre lúcido com seus 100 anos de vida, prestigiando  as ações em prol da Advocacia. O Jornal Meio Norte faz uma homenagem ao centenário de Deusdedit publicando uma entrevista concedida em 2021, em que falou sobre sua experiência profissional, importantes ações executadas em sua gestão, conquistas atuais e sobre os novos rumos do Direito no Piauí e no Brasil.

O que mudou na OAB desde o período que o senhor foi Presidente até aqui?

Deusdedit Sousa:  Olha, considero que fiz na OAB uma administração bem razoável. Deixei a OAB sob os cuidados de toda aquela gente, homens e mulheres – porque naquele tempo já havia uma porção de advogadas firmando caminhos. Quando eu saí com a Fides Angélica, já deixei a OAB com muitas mulheres em atividade. O que mudou é que cresceu o número de advogados e advogadas. Hoje em dia, existem postos de atividades para todos na Ordem dos Advogados.

“Ninguém é maior que ninguém. Isso eu sempre defendi como advogado e defendo até hoje. Não admito ninguém maior que ninguém, somos todas pessoas humanas e merecemos ser bem tratadas."

Deusdedit Sousa

Qual mensagem o senhor gostaria de deixar para advocacia?

Deusdedit Sousa: A mensagem que eu deixo para a Advocacia é no sentido de que os advogados procurem fazer Advocacia sendo honestos. Não queiram mais do que devem ganhar. A Advocacia é feita para ajudar as pessoas a viverem quando são atacados nos seus direitos, naquilo que lhe pertence. É para isso que existem os Advogados(as), para fazer sustentar a vida corretamente. A vida tem que ser vivida com honestidade. As pessoas têm que se tratar bem, se respeitar e saber que precisam viver um ao lado do outro. Ninguém é maior que ninguém. Isso eu sempre defendi como advogado e defendo até hoje. Não admito ninguém maior que ninguém, somos todas pessoas humanas e merecemos ser bem tratadas.

Quais Advogados(as) de grande nome o senhor já teve a honra de conviver?

Deusdedit Sousa: Olha, eu conheci aqui no meu tempo de rapaz, entrando na Advocacia, várias figuras de Advogados e Advogadas de primeira categoria. Não havia defeito neles. Me lembro, por exemplo, do Dr. Valter Alencar, um advogado de primeira. E os outros, que estavam ao seu redor e foram surgindo, eram todos bons Advogados. Os que enfrentavam a Advocacia e tomavam conta da nossa OAB eram pessoas de muito valor, criteriosas e honestas. No meu tempo, os advogados zelavam pela valorização da Advocacia. Nós não fazíamos outra coisa, tanto homens quanto mulheres.

Atualmente, no Piauí, temos muitas faculdades de Direito. Como o senhor vê esta realidade?

Deusdedit Sousa: É preciso que haja a preocupação com uma qualificação adequada porque aqui e ali aparece um que não está dentro do sistema como deve estar. É preciso que a gente esteja sempre encaminhando, orientando, mostrando as coisas. É preciso que os Advogados(as) de carreira orientem os novos Advogados(as). Eu fiz muito isso.

O que mais lhe preocupa frente os desafios atuais enfrentados pela Advocacia?

Deusdedit Sousa: Fazer advocacia não é um negócio fácil. Hoje, o Brasil inteiro já conhece os advogados e sabe a importância do trabalho. A Advocacia se mantém e se manterá por toda a vida bem situada. A Advocacia também depende muito dos seus dirigentes e é preciso que estes sejam pessoas destinadas a fazer Direito.

Qual foi o impacto que a construção da sede própria da OAB Piauí representou na época?

Deusdedit Sousa:  Nesta época, o Piauí passou a conhecer a OAB como uma entidade de primeira grandeza, que é a Ordem dos Advogados. Os advogados(as) viviam reunidos dentro daquela estrutura, cuja sede, era a mesma que fica ao lado do Tribunal de Justiça e que foi comprada por mim. Depois, foi organizada e vieram outros amigos participando neste trabalho. Sempre tivemos muitos colegas trabalhando para a OAB, tanto homens quanto mulheres. Foi importante para o reconhecimento passarmos a ter uma sede organizada, já que antes a nossa sede era muito pequena, num prédio próximo ao palácio de Karnak.

 
 
 
 
 
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