
O governador Wellington Dias (PT) já tem data para deixar o comando do governo. Será no dia 31 de março. Ele pedirá exoneração para ser candidato ao Senado Federal.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (01) durante a abertura no ano legislativo na Assembleia.
Wellington Dias passará o governo para a vice governadora, Regina Sousa, e deve ser acompanhado pelo secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, que deixará o cargo para ser candidato ao governo.
Durante o evento na Assembleia, o governador fez um balanço dos quatro anos de gestão e mostrou otimismo ao falar sobre o futuro do Piauí.
Entre os aliados, já é certeza que a chapa majoritária governista será formada por Rafael Fonteles (PT), como candidato a governador, Themistocles Filho (MDB), candidato a vice, e Wellington Dias (PT) disputando a vaga no Senado.
Em discurso na Alepi, governador pede “maturidade política” e chora ao falar do pai
Em discurso de abertura do Ano Legislativo, o governador Wellington Dias (PT) comparou sua mensagem de hoje (1º de fevereiro) ao de 2003, seu primeiro mandato, pediu “maturidade política” e chorou ao falar do pai que morreu em março de 2015.
“Sigo acreditando no Piauí. Não podemos criar ambiente de falta de diálogo. Só é possível avançar se tivermos confiança para os trabalhadores e empreendedores. Só é possível avançar se tivermos maturidade política, se a gente tiver capacidade de colocar os interesses individuais ou de cada partido atras dos interesses maiores da população. Isso é fundamental para esse século que está iniciando”, disse o governador.
Wellington Dias deu início ao discurso relembrando as 13 vítimas que vieram a óbito pela Covid-19, conforme registrado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) na segunda-feira (31). O governador trouxe o assunto à tona para reforçar a necessidade da vacinação contra o vírus.
Na fala, ele também anunciou que os governadores tem dialogado com o ministro Marcelo Queiroga para viabilizar a quarta dose da imunização à população já nos meses de de março e abril.
“Ontem perdemos 13 homens e mulheres no estado, ou seja, não podemos ficar nessa ideia que não mata. Ela mata. 90% das pessoas que adoecem e vão a óbito são pessoas que não são vacinadas. Muitas vezes porque tomou a primeira e não tomou a segunda ou não fez a segunda. Estamos apoiando o ministro Queiroga para que em abril ou março possamos ter a quarta dose”, frisou.
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