Geral Ciência

Mulher deu à luz uma criança depois de morta e enterrada; confira na reportagem

Dentro do túmulo, foram encontrados os restos mortais de uma mulher e um bebê.

27/09/2021 15h00
Por: Diogo Costa Fonte: Mistérios do Mundo

Um curioso estudo publicado em 2018 traz detalhes sobre uma descoberta arqueológica bastante excêntrica. Trata-se de um túmulo de pedra encontrado na Itália, pertencente a algum momento entre o século 7 e 8. Dentro do túmulo, foram encontrados os restos mortais de uma mulher e um bebê.

Até aí tudo bem, mas o que realmente chama atenção sobre esta descoberta é que ao que tudo indica a mulher deu à luz depois de ter sido sepultada. Segundo o estudo publicado na ‘World Neurosurgery’, que foi também mencionado na Forbes, o parto ocorreu dentro do túmulo. Para chegar nesta conclusão, os cientistas levaram em conta o posicionamento dos ossos do feto, que obviamente veio ao mundo morto.

O estudo explica que a mulher, depois de ter sido enterrada, teve um parto parcial, fazendo com que a parte superior do feto tenha sido expelida para fora do corpo da mãe. As pernas do bebê, no entanto, permaneceram dentro da mulher. Segundo os pesquisadores, a gravidez provavelmente já era avançada na hora do sepultamento, e deveria estar na casa das 38 semanas. Isso fica claro, segundo eles, por conta do comprimento dos ossos da coxa do Bebê.

“O colo do útero não deve ter relaxado com a morte, mesmo depois do desaparecimento do rigor mortis. Suspeito que o que aconteceu é que a pressão dos gases do corpo aumentou, e o feto morto foi liberado por meio de uma ruptura. Basicamente foi aberto um buraco através do útero até a vagina, já que ela é muito mais fina que o colo do útero”, disse a ginecologista Jen Gunter, de São Francisco, em uma tentativa de explicar o que pode ter acontecido.

Outro fator curioso sobre esta descoberta é a existência de uma lesão na região da testa da mulher. Segundo os especialistas, este tipo de lesão é típica de um procedimento cirúrgico medieval conhecido como ‘trepanação’. Esta cirurgia, tão assustadora quanto o seu nome, consistia na abertura de furos na cabeça do paciente, com o intuito de tentar tratar casos de hipertensão.

“Como a trepanação já foi utilizada com frequência para o tratamento de hipertensão para reduzir a pressão arterial no crânio, acreditamos que esta lesão pode estar ligada ao tratamento de um distúrbio hipertensivo relacionado à gravidez”, escreveram os autores do estudo. Ao que tudo indica, o procedimento cirúrgico não foi capaz de salvar a vida da gestante, que morreu algum tempo depois da cirurgia.

Esta descoberta é particularmente importante pois trata-se de um achado raro e intrigante para a sociedade científica, principalmente no que tange à medicina da época.

Imagens: World Neurosurgery, World Surgery e Wikimedia Commons.

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