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Saúde Coronavírus

Oxigênio começa a chegar em Manaus, mas situação ainda é preocupante

Cerca de 70 mil metros cúbicos de oxigênio chegaram ao estado por meio de balsas, mas médicos na linha de frentes ainda estão assustados

16/01/2021 às 11h14
Por: Diogo Costa Fonte: Metrópoles
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Reprodução / Divulgação
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Hospitais de Manaus (AM), onde as hospitalizações por Covid-19 crescem diariamente, receberam, na noite desta sexta-feira (15/1), algumas remessas de oxigênio, mas o gás é suficiente para apenas algumas horas dizem os médicos na linha de frente.

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Cerca de 70 mil metros cúbicos de oxigênio chegaram ao estado por meio de balsas, diretamente de Belém (PA).

“Essa nova remessa vai garantir a retomada do equilíbrio do abastecimento da rede de saúde do estado e já começou a ser distribuída nas unidades de saúde”, informou a Secretaria de Saúde do Amazonas (SSPAM).

A Maternidade Balbina Mestrinho recebeu outros 30 cilindros de oxigênio, na tarde de ontem, resultado de uma doação da empresa Gol Linhas Aéreas.

Além disso, parceria entre voluntários e o governo do Amazonas abastecerá 200 cilindros de oxigênio em outros estados, como no Pará, Pernambuco e Goiás. A ação conta com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Ministério da Saúde.

Uma médica que trabalha na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), onde também se realiza tratamento para a Covid-19, informou que chegaram 15 cilindros na unidade.

“Depois a polícia veio pegar cinco, para levar ao Serviço de Pronto Atendimento [SPA] do Alvorada e do Colorado. Temos oxigênio somente até às 17h”, disse a profissional, em entrevista ao Metrópoles.

A médica, que preferiu não ser identificada, disse que os pacientes passaram uma noite “péssima” por causa da instabilidade. “Um pesadelo, estamos abaladíssimos”, relata.

Fotos: Hugo Barreto

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