
A presença do presidente Jair Bolsonaro em um protesto em frente do Quartel General do Exército, em Brasília , que fez críticas aos poderes Legislativo e Judiciário e pediu intervenção militar neste domingo (19) causou incômodo na ala militar do governo federal.
A avaliação da cúpula ligada às Forças Armadas, segundo o coluna Gerson Camarotti, é que elas foram colocadas em posição de constrangimento por Bolsonaro.
O primeiro é que o presidente manifestou apoio a um ato declaradamente contra a democracia, defendendo inclusive o AI-5, ato institucional que tornou ainda mais repressora a ditadura militar no Brasil. Durante sua participação, Bolsonaro subiu na caçamba de uma caminhonete e fez críticas ao Congresso.
Já o segundo foi que Bolsonaro participou de uma aglomeração, coisa que autoridades sanitárias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam que sejam evitdas. A medida é uma das formas de combater o avanço da Covid-19.
Além do núcleo militar, interlocutores mais próximos do presidente também externaram surpresa com o gesto dele e temem que esse tipo de conduta acabe aumentando o isolamento político dele.
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