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Polícia INVESTIGAÇÕES

GAECO investiga 35 crimes de corrupção em todo o Piauí

Responsável por combater crimes de colarinho branco no Piauí, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, está com 35 investigações em andamento no Estado. Rômulo Cordão, coordenador do GAECO, confirmou que o desvio de recursos públicos é milionário, mas que um dos objetivos do trabalho é conseguir a devolução do dinheiro.

01/02/2018 às 05h43
Por: Fonte: Douglas Cordeiro
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Promotor Rômulo Cordão / Foto: GP1
Promotor Rômulo Cordão / Foto: GP1

 

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“Neste período deflagramos cinco operações que resultaram em sequestro de bens, bloqueio de contas e patrimônios. Estimamos que este trabalho conseguiu a devolução de R$ 17 milhões. Mas, o prejuízo chega a mais de R$ 50 milhões, levando em conta os contratos nos municípios que estamos investigando nos últimos dois anos”, explicou.

 

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Cordão disse ainda que o sucesso do combate ao crime de corrupção só é possível com o trabalho conjunto e cruzamento de dados entre vários órgãos estaduais e federais. Um grande passo também foi a instalação do laboratório de lavagem de dinheiro no Ministério Público Estadual e do Núcleo de Investigação Patrimonial.

 

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Como exemplo de sucesso nas investigações, o coordenador do GAECO cita a Operação Escamoteamento, deflagrada ano passado na cidade de Cocal. Para chegar aos principais atores do crime de fraude em licitações foi preciso trabalho conjunto de várias órgãos.

 

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“O grande operador do sistema que investigamos nesta operação não tem nada no seu nome, muito embora viva numa mansão, tenha vários veículos de luxo. A partir de pessoas que fazem parte do seu ciclo de confiança fazemos a investigação com a participação do TCE, CGU, TCU, Receita Federal e outros órgãos que nos municiam com informações. Daí conseguimos sequestrar bens e bloquear contas bancárias, começando assim a recuperar o patrimônio”, disse Rômulo Cordão.

 

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O coordenador do GAECO lamenta que investigações a crimes de colarinho branco tenham começado muito tarde no Piauí e no país. Porém, para ele, operações como Lava Jato são caminho sem volta. Com estrutura solidificada, Cordão acredita que a população é importante ao trazer as denúncias e afirmou que nem mesmo o próprio Ministério Público está livre de passar por um pente fino, como o que aconteceu com o ex-procurador Geral, Emir Maia, denunciado à Justiça por desvio de recursos da instituição.

 

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“Na Operação IL Capo, deflagrada em 2016, observou-se que haviam duas folhas. Uma enviada ao TCE e outra o dinheiro que realmente ia para as contas. Conseguimos provas robustas e os investigados denunciados, após quebra de sigilo bancário e fiscal, mostrando que o dinheiro foi desviado do MP. Um dos pontos que consta na denúncia é a utilização desse dinheiro desviado para escamotear, aplicando em investimentos como um restaurante em Picos, do filho do ex-procurador geral, o advogado Thiago Saunders. Aguardamos agora o resultado na Justiça”, concluiu.

 

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