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China diz ter 'desenvolvido' com sucesso uma vacina contra o covid-19 e vai começar testes em humanos

Uma vacina contra o novo coronavírus foi "desenvolvida" com sucesso, anunciou o Ministério da Defesa chinês. Foram autorizados ensaios clínicos em humanos, mas não é revelado quando é que os testes vão decorrer.

17/03/2020 23h53
Por: Diogo Costa / Portal C7
Fonte: Diário de Notícias / G1
 EPA/DAVID CROSLING AUSTRALIA
 EPA/DAVID CROSLING AUSTRALIA

O Ministério da Defesa chinês anunciou, esta terça-feira, que "desenvolveu" com sucesso uma vacina contra o novo coronavírus, noticia a agência EFE. Testes em humanos já foram aprovados, de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério, mas não é revelado quando é que vão começar os ensaios clínicos.

Segundo o comunicado, a vacina foi desenvolvida por uma equipa liderada pelo epidemiologista Chen Wei da Academia Militar de Pesquisa Médica, da Academia Militar de Ciências, refere a agência noticiosa..

A vacina foi desenvolvida tendo em conta "padrões internacionais e regulamentos locais", refere o epidemiologista. Chen Wei afirma mesmo que a vacina está pronta para uma "produção em larga escala, segura e eficaz".

Várias instituições chinesas anunciaram, esta terça-feira, o lançamento de ensaios clínicos em abril de modo a testar a eficácia de várias vacinas que o país está desenvolver contra o SARS-CoV-2 (covid-19).

O Ministério da Educação chinês dá conta de uma vacina baseada em vetores de influenza viral que está a ser testada em animais. Os ensaios clínicos desta vacina deverão começar em abril com a participação das universidades de Pequim, Tsinghua e Xiamen, e de outras instituições, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

Já o vice-diretor da Comissão Municipal de Saúde de Xangai, Yi Chengdong, afirmou que cientistas chineses desenvolveram uma vacina na plataforma de mRNA que entrará em testes clínicos também em abril, refere a EFE.

Chengdong detalhou que esta vacina foi desenvolvido tendo como base proteínas virais derivadas das proteínas estruturais de um vírus.

Da China também veio a notícia de que três novos produtos usados ​​em testes de diagnóstico para detetar o novo coronavírus foram clinicamente aprovados e aplicados em Xangai. A informação foi divulgada, esta terça-feira, por Zhang Quan, diretor da comissão de ciência e tecnologia da cidade.

O coronavírus responsável pela pandemia da covid-19 infetou mais de 180 000 pessoas, das quais mais de 7 000 morreram e 75 000 recuperaram.

Até o momento, pelo menos 3326 pessoas morreram de covid-19 na China.

O surto começou em dezembro na China - na cidade de Wuhanm na província de Hubei -, que regista a maioria dos casos, e espalhou-se entretanto por mais de 145 países e territórios. Na Europa há mais 67 000 infetados e pelo menos 2 684 mortos, a maioria dos quais em Itália, Espanha e França.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou esta terça-feira o número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

Dos casos confirmados, 242 estão a recuperar em casa e 206 estão internados, 17 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos.

China autoriza teste em humanos de vacina contra o coronavírus

A China deu o aval para que pesquisadores iniciem testes de segurança em humanos de uma vacina experimental contra o novo coronavírus, em meio à corrida para desenvolver uma imunização contra a Covid-19.

Cientistas da Academia de Ciências Médicas Militares da China, ligada ao exército, receberam a aprovação para iniciar os ensaios clínicos em estágio inicial dessa potencial vacina a partir desta semana, informou nesta terça-feira (17) o "Diário do Povo", jornal oficial do Partido Comunista chinês, citado pela agência de notícias Reuters.

Enquanto isso, cientistas norte-americanos realizaram o primeiro teste da vacina contra o coronavírus em humanos. Autoridades de saúde dos Estados Unidos disseram na segunda-feira (16) que voluntários de Seattle, um dos estados mais afetados pela Covid-19 no país, começaram a ser imunizados.

Por meio de comunicado, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) informou que o teste faz parte de um estudo que vai acompanhar 45 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, e deve durar ao menos seis semanas.

Segundo a agência France Presse, todo o processo de criação da vacina deve durar entre 1 ano a 18 meses, isso porque serão necessários mais testes. Neste momento, os pesquisadores querem saber qual é o impacto de diferentes doses administradas por injeção e quais são seus efeitos colaterais.

Uma das voluntárias, a norte-americana Jennifer Haller, disse à rede de notícias MSNBC que tem sua temperatura tirada durante várias vezes por dia e que é acompanhada por uma equipe médica constantemente.

"Há grandes chances de que eu esteja envolvida na descoberta da vacina, mas ainda que não seja dessa vez, pelo menos estou contribuindo como parte do processo de descoberta", disse Haller.

Haller trabalha como gerente de operações em uma pequena empresa de tecnologia e recebeu liberação do trabalho para participar do estudo que ela ficou sabendo a partir de uma postagem no Facebook.

“Todos nos sentimos tão impotentes. Esta é uma oportunidade incrível para eu fazer algo ", disse Jennifer Haller, uma das voluntárias a receber as vacinas.

O segundo a ser testado foi o engenheiro de redes, Neal Browning, quem disse à agência Associated Press que resolveu ser testado por causa de suas filhas pequenas, que disseram estar orgulhosas do pai.

Esforço internacional

A vacina americana foi desenvolvida por cientistas e colabores do NIH, num trabalho conjunto com empresa de biotecnologia Moderna, com sede em Cambridge, Massachusetts. A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), com sede em Oslo, Noruega, também direcionou fundos para a implementação do medicamento.

"Encontrar uma vacina segura e eficaz para prevenir a infecção de Sars-CoV-2 é uma prioridade para a saúde pública" – Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas.

Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos aprovados para a Covid-19, que infectou mais de 175.000 pessoas em todo o mundo desde que surgiu na cidade chinesa de Wuham (centro), no final de dezembro.

Corrida por uma solução

Laboratórios farmacêuticos e de pesquisa em todo o mundo competem para desenvolver tratamentos e vacinas para o novo coronavírus.

Por exemplo, um tratamento antiviral chamado remdesivir, desenvolvido pela American Gilead Sciences, já está nos estágios finais de testes clínicos na Ásia, e médicos na China relataram que ele demonstrou ser eficaz no combate à doença.

Mas apenas testes aleatórios permitem aos cientistas saber se é realmente eficaz ou se os pacientes se recuperariam sem ele.

Outra empresa americana, a Inovio, que está criando uma vacina baseada em DNA, comunicou que iniciará testes clínicos no próximo mês.

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