
Os manifestantes invadiram a emissora pelo hall de entrada do prédio, localizado no bairro do Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro, onde se concentram os estúdios do jornalismo – entre eles, do Jornal Nacional. No local, mancharam o símbolo externo de vermelho e depredaram a entrada do canal da família Marinho.
A ocupação do prédio da emissora durou poucos minutos e foi realizada em protesto contra a cobertura do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (realizado nesta quarta em Porto Alegre) pela emissora, avaliada por movimentos populares ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT), como o MST, por exemplo, como “antidemocrática”.
A manifestação e ocupação das instalações do canal carioca chegaram ao fim somente depois que os manifestantes terminaram de jogar tinta vermelha nos símbolos da empresa em sua fachada e entrada principal.
Procurada pelo TV Foco, a Globo se posicionou: “Globo entende que protestar é um direito do cidadão, sempre que dentro da legalidade. Nesta quarta-feira, um grupo de manifestantes, que até então realizava uma ação pacífica em frente a uma das sedes da emissora, no Jardim Botânico, invadiu a recepção do prédio. A Polícia Militar conteve rapidamente os manifestantes, que jogaram tinta em uma parede, picharam um muro exterior e danificaram uma porta. A Globo considera que toda intimidação ao trabalho da imprensa é uma tentativa de censura e uma afronta aos princípios constitucionais. A emissora aproveita para reiterar que cobre os fatos com isenção e profissionalismo e que assim continuará a fazer o seu trabalho”.




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