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Jovem que teve testa tatuada é batizado em clínica de reabilitação

O adolescente que foi tatuado na testa com a frase “eu sou ladrão e vacilão” foi batizado no último sábado (30) na clínica de reabilitação onde faz tratamento contra o vício em crack e álcool, em Mairiporã, na Grande São Paulo.

07/01/2018 às 18h01
Por: Fonte: Guiame
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Juan foi batizado por Caio Magnabosco, da Igreja Renascer em Cristo. (Foto: Reprodução/Facebook)
Juan foi batizado por Caio Magnabosco, da Igreja Renascer em Cristo. (Foto: Reprodução/Facebook)

 

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O jovem, identificado como Juan, foi batizado pelo presbítero Caio Magnabosco, da Igreja Renascer em Cristo. “Hoje depois de ouvir a palavra na clínica onde está se recuperando, [ele] resolveu renascer em Cristo, livre do passado e daquilo que satanás quis colocar como uma verdade em sua vida”, disse ele em uma publicação no Facebook.

 

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No dia do batismo de Juan, outros 9 pacientes da clínica de reabilitação também desceram às águas e declararam sua fé em Jesus Cristo. “Deus escreve uma nova história, independente do seu erro, Ele te ama!”, afirmou Caio.

 

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Juan foi tatuado em junho do ano passado, em São Bernardo, pelo tatuador e músico Maycon Wesley Carvalo dos Reis, de 27 anos. O momento foi filmado pelo vizinho dele, o pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, 29 anos.

 

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Os dois disseram à Polícia Civil que a tatuagem foi uma forma de punição contra o adolescente, pois ele queria furtar a bicicleta adaptada de um deficiente físico. Maycon e Ronildo foram indiciados pelos crimes de constrangimento ilegal, lesão corporal e ameaça.

 

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O adolescente negou que tenha tentado furtar a bicicleta de um deficiente físico, como alegaram Ronildo e Maycon. “Eu estava bêbado, esbarrei na bicicleta e ela caiu”, disse ele em entrevista ao G1. Juan afirmou ainda que teve “vontade de morrer” depois da tortura.

 

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O dono da bicicleta, o ambulante Ademilson de Oliveira, de 31 anos, condenou a atitude do tatuador e seu comparsa na ocasião. “Não consegui dormir pensando nisso. Fui dormir com medo, meu coração apertado, chorei nessa noite”, afirmou Oliveira, que é deficiente físico e vive de vendas e do dinheiro que pede no semáforo.

 

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