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PIAUÍ

Suposto autor de incêndio em escola planejava chacina na cidade de Picos

O caso deixou a população apavorada no município.

09/04/2019 23h21
Por: Redação Portal C7
Fonte: Cidades na Net
Reprodução / Divulgação
Reprodução / Divulgação

O incêndio que aconteceu na Escola Municipal Dorinha Xavier, na última terça-feira (02) não foi acidental, mas criminoso, segundo informações repassadas por áudio de WhatsApp pelo Comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar de Picos, Tenente Coronel Edwaldo Viana.

De acordo com o Comandante, uma das diretoras repassou a informação de que um adolescente de 13 anos e uma menina de 10 anos estariam envolvidos no incidente. A PM iniciou então as investigações e confirmou a veracidade da informação.

O vice-presidente do Conselho Tutelar de Picos, Raimundo Nonato, em entrevista ao Cidadesnanet, comentou que o comandante de Polícia Militar, Edwaldo Viana, em conversa com os suspeitos, descobriu que o adolescente pretende realizar um remake da tragédia em Suzano-SP, onde um jovem e um adolescente entraram em uma escola e mataram funcionários e alunos.

“De acordo com o Comandante, o adolescente comentou que a intenção dele agora é comprar uma arma e não mais incendiar. Agora ele quer tirar a vida de alunos e professores. Então essa situação foi o que deixou a comunidade e a gente ainda mais preocupados. Então, pela questão de resguardar a vida dele, porque a população pode querer machucar e até tirar a vida dele, o melhor é a internação”, declarou o conselheiro.

Raimundo Nonato disse ainda que o processo continua em fase de investigação e que aguarda um relatório oficial do Comandante Edwaldo Viana a fim de que possa pedir pela internação do adolescente.

“O procedimento que está sendo feito continua em fase de investigação pela Polícia Militar. O Tenente Coronel Viana me repassou quem teria feito esse incêndio. Solicitei um relatório onde ele deve explicar o que o garoto fez para que, através desse relatório, a gente possa entrar com o pedido de internação. A gente já fez esse pedido, mas só pode ser despachado através de provas. Que provas são essas? O relatório do Comandante. Quando chegar às minhas mãos, passo para Promotora Itaniele Rotondo, ela pede a internação do menor para a 3ª Vara e um dos juízes responsáveis vai acariciar o pedido e liberar a internação ou não”, explicou.

O conselheiro disse ainda que o adolescente é problemático e que já vem sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar há algum tempo, tendo sua mãe, inclusive, já pedido pela internação do próprio filho.

“Esse jovem já vem passando por vários acompanhamentos do Conselho. Inclusive, no mês de janeiro já havia enviado um ofício pedindo a internação dele, pois a mãe do próprio me procurou por ele estar dando muito trabalho. Ele tem o costume de ficar quase todos os dias na esquina do Fórum, está se envolvendo com muitas pessoas erradas. A população do bairro já esta reclamando, ficando com raiva dele. Então já corre até risco de vida. Por isso, como uma forma de resguardar a vida dele, o melhor a se fazer é interná-lo para poder voltar a ser o que era e depois retornar à nossa cidade, Ele é um menino muito complicado, muito difícil. Só para se ter uma noção, a mãe dele me procurou no Conselho Tutelar para que nós o ajudássemos. Ela foi sozinha. Solicitei que ele viesse e ele não veio. Ou seja, ele é muito agressivo. É criado apenas pela mãe, que é uma pessoa trabalhadora, gente do bem e muito preocupada com ele. O que está no alcance dela, ela tem dado para ele. A questão é ele mesmo. Ele é uma pessoa muito fria. Depois de colocar uma coisa na cabeça, ele faz. Quando quer uma coisa, tem que dar. Resumindo, é muito difícil a situação dele.”, disse.

Raimundo declarou ainda que o adolescente não possui nenhum delito formalizado, sendo este, após conclusão e confirmação dentro do processo, o primeiro. Disse ainda que o garoto já tem sido acompanhado por médicos, mas sem sucesso. “Ele está fazendo acompanhamento psicológico e psiquiátrico, mas aqui em Picos não está dando resultado. Então o trabalho do Conselho Tutelar é esse de garantir os direitos da criança e do adolescente. Então tenho que protegê-lo antes que ele faça um dano maior e venha a cometer um crime e responder. Assim como devo proteger a sociedade”.

Quanto à menina envolvida, o conselheiro declarou que deve visitar sua família nos próximos dias para avaliar que tipo de consequência ela terá.

“Ainda irei na casa da mãe dela para conversar e decidir o que vamos fazer com ela. Por enquanto, vamos encaminhá-las para um psicólogo. Eu já acompanhava dois irmãos dela e agora vou ter que fazer o acompanhamento dela, saber se está estudando direito”, disse.

O Conselheiro falou ainda que até hoje não havia conversado com nenhum dos dois supostos envolvidos no caso da escola, mas que deve fazê-lo em breve, após saída do relatório.

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