
A sessão desta quarta-feira (20), na Assembleia Legislativa do Piauí, foi marcada por confusão. O bate boca entre os deputados começou porque foi decidido manter o veto do governador Wellington Dias (20), sobre o reajuste salarial dos professores, que estão em greve.
A oposição queria que fosse realizada a votação para decidir se seria mantido ou não o veto do governo. No entanto, a votação não foi realizada. O deputado Francisco Limma subiu na tribuna e afirmou que o veto seria mantido. "A determinação é manter o veto do governador. Então, é sim para a manutenção do veto do governador", falou.
A palteia, representada por professores, gritava: "golpistas". O deputado Robert Rios elevou o tom de voz e chamou Themístocles Filho de puxa saco do governo. "Aqui ninguém puxa saco deputado", disse o presidente da Alepi, cotado para ser vice de Wellington Dias nas eleições deste ano.
"Estou aqui numa baita molecagem. Eu tenho é vergonha disso aqui. Isso é o maior puxadinho do Karnak. Cabaré para funcionar, precisa de alvará. Eu estou envergonhado dessa Casa. Esse dia vai entrar para história do parlamento como o dia da infâmia", declarou Robert.
Luciano Nunes, pré-candidato ao governo, também se pronunciou. "Vossa Exelência se aproveitou da minha reunião para vir abrir a sessão para aprovar um veto do governo. Uma situação ridícula, absurda. Nunca na história dessa Casa se anulou uma votação", falou.
A base aliada ao governo alegou que a oposição "estava jogando para a plateia" e que a derrubada do veto é "um impedimento legal e jurídico".
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