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Polícia DECISÃO

Justiça determina prisão domiciliar para acusada de aborto no Piauí

A jovem Jéssica Rita da Conceição, suspeita no envolvimento do caso do aborto de uma menor praticado em Paulistana, não se encontra mais na delegacia, pois Justiça da cidade determinou que ela fique em prisão domiciliar.

30/05/2018 às 02h07
Por: Fonte: Com informações do Piauí em Foco
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Foto : Divulgação
Foto : Divulgação

A Justiça da Comarca de Paulistana também autorizou Jéssica a sair de sua residência para consultas médicas e atendimentos hospitalares, mediante comprovação em no máximo, 48 horas. Foi autorizada a restituição de alguns dos remédios apreendidos, apenas daqueles indicados como sendo de utilização de um dos seus filhos. Isso porque vários remédios foram apreendidos em poder de Jéssica.

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A jovem, um homem e outra mulher foram presos no dia 15/05. Estes outros dois continuam presos na 12ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Paulistana.

Três pessoas são presas suspeitas de participação em tentativa de aborto

Um local onde supostamente eram realizados abortos clandestinos foi descoberto pela Polícia da cidade de Paulistana, a 463 km de Teresina. Três pessoas suspeitas de conduzir os procedimentos foram presas na manhã desta quarta-feira (16). O caso foi descoberto após denúncias de uma adolescente, que teria sido obrigada pelo namorado, também menor de idade, a passar por um aborto.

De acordo com o major Felipe Oliveira [foto acima], comandante da Polícia Militar de Paulistana, o caso foi denunciado há alguns dias pela adolescente, que tem idade entre 16 e 17 anos. A menina relatou aos policiais que era coagida por ameaças do namorado.“O procedimento foi feito em Paulistana e houve uma complicação, e ela teve que ser levada para o Hospital de Picos, onde foi identificada a tentativa de aborto”, contou o major Felipe.

No entanto o procedimento não interrompeu a gravidez da adolescente, e o namorado teria continuado a ameaçá-la para que fizesse outra tentativa. “Foram as constantes coações do namorado que a levaram a procurar a Polícia”, disse o major.

A denúncia foi recebida pela Delegacia Regional de Paulistana, que descobriu a existência da suposta clínica clandestina. Três pessoas que foram presas durante a operação são suspeitas de operar a suposta clínica: a técnica de enfermagem Vilma Inocência Ribeiro e duas pessoas apontadas como auxiliares, identificadas como Jéssica Rita da Conceição e Cleiton Rodrigues de Oliveira.

No local foram apreendidos diversos equipamentos que seriam usados nos procedimentos para induzir o aborto. A clínica clandestina funcionava em uma casa localizada próximo ao centro de Paulistana. “Não foi um local preparado apenas para aquele procedimento. Então ao que tudo indica era um local onde reiteradamente se praticava esse crime”, disse o major Felipe.

Ainda segundo o major, uma medida judicial deve ser pedida pela investigação para a apreensão do adolescente apontado como namorado da vítima. “Isso deve acontecer durante o inquérito. Ele ainda não foi apreendido por ser menor de idade”, disse.

 

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