
Um caso cercado de mistério e revolta vem chamando atenção em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís, após uma ossada humana ser encontrada dentro de um saco plástico em frente a uma sepultura no Cemitério da Matinha, na última sexta-feira (22). A suspeita é de que os restos mortais pertençam a um idoso de 86 anos que havia desaparecido do túmulo meses atrás, após sucessivas violações no local.
O idoso havia sido sepultado em outubro de 2025, depois de enfrentar anos de problemas de saúde. Em fevereiro deste ano, familiares perceberam que a sepultura havia sido danificada e aberta por criminosos, mas o corpo ainda permanecia no interior do túmulo. Já em março de 2026, o local voltou a ser violado e, desta vez, o caixão foi encontrado completamente vazio. Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades registraram movimentações suspeitas durante a madrugada do desaparecimento.
Abalada, a família afirma não entender o que poderia ter motivado uma ação considerada cruel e sem explicação. Parentes relataram indignação diante do sumiço do corpo e afirmaram que a vítima não possuía desavenças ou conflitos que justificassem o crime. O caso gerou forte repercussão entre moradores da região e aumentou a cobrança por respostas das autoridades.
A ossada encontrada foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de DNA e análises de antropologia forense para confirmar a identidade dos restos mortais. Segundo a Polícia Civil, a investigação agora tenta esclarecer se o material encontrado pertence ao idoso desaparecido e identificar quem teria retirado e posteriormente abandonado os ossos no cemitério.
Em nota, a Prefeitura de São José de Ribamar informou que equipes da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Saúde foram acionadas para avaliar possíveis riscos sanitários. O município também afirmou que pretende reforçar a segurança no cemitério com apoio da Guarda Municipal e que acompanha as investigações para responsabilizar os envolvidos pelos atos de vandalismo e profanação de cadáver.
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