
Trump fez uma de suas primeiras declarações após a operação na Venezuela que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. Em entrevista à Fox News neste sábado (3/01), o presidente dos Estados Unidos afirmou que acompanhou a ação como se estivesse “assistindo a um programa de televisão” e elogiou a agilidade e a execução da ofensiva militar: “Se você tivesse visto a velocidade e a violência como isso aconteceu… foi um trabalho incrível”.
Durante a entrevista, Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real de Mar-a-Lago, na Flórida. O presidente também detalhou aspectos estratégicos da ação que resultou na captura do ditador venezuelano: o planejamento se estendeu por vários dias e chegou a ser adiado devido às condições climáticas, já que o governo aguardava um cenário com menor cobertura de nuvens para a execução.
A ofensiva envolveu um equipamento militar, com helicópteros e aeronaves, e, de acordo com Trump, a detenção de Maduro e de sua esposa ocorreu “em questão de segundos”. O presidente também destacou a coordenação da operação e a comparou a outras ações militares conduzidas pelos Estados Unidos, como os ataques a instalações nucleares do Irã em 2025.

Donald Trump reiterou ainda que acompanhou todo o desdobramento como se assistisse a um programa de televisão: “O time fez um trabalho incrível. Eles ensaiaram e praticaram como ninguém nunca viu. E eu fui informado por militares de verdade que não existe outro país na Terra capaz de realizar tal manobra. Eu vi o que aconteceu, eu assisti como se estivesse um programa de televisão. E se você tivesse visto a velocidade, a violência… Sabe, eles falam da violência, usaram esse termo… Foi algo incrível, um trabalho incrível que essas pessoas fizeram, não havia mais ninguém que poderia fazer algo do tipo”.
Maduro foi capturado durante uma operação conduzida por forças dos Estados Unidos na madrugada deste sábado (03/01). De acordo com a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, o ditador da Venezuela será levado a Nova York, onde responderá à Justiça americana. A primeira-dama Cilia Flores, também foi capturada e é alvo de acusações apresentadas pelas autoridades dos Estados Unidos.

Lula reage à captura de Maduro, condena bombardeios dos EUA e pede mediação da ONU
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se pronunciou após a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante a madrugada deste sábado (3/1). Em nota, o chefe do Executivo brasileiro condenou os bombardeios e classificou a ação como uma grave violação à soberania venezuelana, além de cobrar uma mediação da Organização das Nações Unidas (ONU).
Com um pronunciamento publicado nas redes sociais, Lula condenou a ação norte-americana. Segundo o presidente, os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma “linha inaceitável”: “Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
Lula afirmou que ataques que violam o direito internacional e conduzem a um cenário de instabilidade global: “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.”.
Além disso, Lula reiterou que o Brasil mantém, de forma coerente, a defesa do multilateralismo e a condenação ao uso da força. O presidente também afirmou que a iniciativa representa um retrocesso: “A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.
Por fim, Lula solicitou a atuação da ONU para conter a crise e evitar o agravamento do conflito: “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, encerrou o presidente da República.
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