
Uma equipe que fazia trabalho de vistoria teve um susto enquanto olhava os carros acidentados no pátio de recolhimento da Polícia Rodoviária Federal em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A cabeça do motorista que morreu decapitado em um acidente em Colombo, também na RMC, foi encontrada dentro do veículo, no final da manhã desta segunda-feira (22).
O acidente aconteceu na noite de sexta-feira (19), no Jardim Guaraituba, na Estrada da Ribeira, e envolveu um Celta e um Sandero. O motorista do Sandero reduziu a velocidade para passar por um radar e acabou sendo atingido violentamente pelo Celta, que vinha em alta velocidade.
Com o impacto brutal, o Celta bateu na traseira, levantou o outro veículo e passou por baixo dele. A violência da batida foi tão extrema que o teto do Celta foi arrancado, resultando na decapitação imediata do motorista.
Cabeça encontrada
O corpo da vítima foi recolhido pela Polícia Científica do Paraná logo após o acidente. No entanto, uma equipe que fazia vistoria descobriu uma falha, na manhã desta segunda-feira.
Os funcionários do pátio de recolhimento da PRF, localizado na Rua Aniballe Ferrarini, em Campina Grande do Sul, realizavam uma vistoria de rotina no veículo envolvido. Durante a inspeção, os trabalhadores encontraram a cabeça do motorista dentro do carro.
O IML recolheu o corpo, mas não levou toda a cabeça da vítima. Segundo informações levantadas, a cabeça do motorista teria sido dividida em duas partes, sendo que a maior parte permaneceu dentro do veículo desde o dia do acidente.
Conforme a PRF, os restos mortais foram recolhidos após as equipes do pátio localizarem, com devido registro pela PRF. “O período noturno de atendimento do sinistro, somado a extensa destruição e achatamento dos veículos acabou por ocultar parte do corpo de uma das vítimas”, disse a PRF.
O que diz a Polícia Científica
A Polícia Científica foi acionada e recolheu a cabeça do local. Em nota, a instituição reafirmou o compromisso com a qualidade no atendimento e respeito à população, e informou que está verificando os fatos questionados na reportagem.
“A instituição possui procedimentos operacionais rigorosos para o atendimento pericial, recolhimento e admissão de cadáveres, pautados pelo rigor técnico, científico e pelo respeito à dignidade da vítima e de seus familiares. Diante da situação, foi determinada a apuração das circunstâncias do atendimento, com o objetivo de identificar eventuais inconformidades procedimentais e adotar as medidas necessárias”.
diz a nota.
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