
José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile neste domingo (14) ao vencer o segundo turno das eleições contra a candidata de esquerda Jeannette Jara. O resultado confirma a tendência apontada pelas pesquisas e marca uma mudança significativa no rumo político do país, com o fortalecimento da direita no comando do Executivo.
Aos 59 anos, Kast assume o cargo em março de 2026 e terá como principal desafio governar em meio a um Congresso fragmentado, ainda que com maior presença de forças conservadoras. O cenário deve exigir negociações com setores de centro e pode limitar a implementação de propostas mais radicais defendidas durante a campanha.
Ao longo do processo eleitoral, Kast apostou em um discurso duro sobre segurança pública e imigração. Entre as promessas estão o uso das Forças Armadas em áreas consideradas críticas, o reforço do controle nas fronteiras e a criação de mecanismos mais rígidos para a deportação de imigrantes em situação irregular.
A relação do novo presidente com o período da ditadura militar de Augusto Pinochet voltou ao centro do debate nos últimos dias de campanha. Kast já declarou, em ocasiões anteriores, apoio à permanência do regime no plebiscito de 1988 e, recentemente, afirmou que poderia avaliar a redução de penas para militares condenados por violações de direitos humanos, o que gerou críticas de entidades e movimentos sociais.
No primeiro turno, a disputa foi equilibrada, mas Kast consolidou a vitória ao receber apoio de lideranças influentes da direita chilena. Já parte do eleitorado de outros candidatos optou pelo voto em branco, mantendo o cenário indefinido até a reta final.
A eleição evidenciou a forte polarização no país e colocou frente a frente dois projetos opostos de governo, especialmente em temas como segurança, imigração e modelo econômico.
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