
O partido Progressistas formalizou, através de uma nota oficial divulgada nesta semana, uma série de sanções contra o ministro do Esporte, André Fufuca. A decisão, assinada pelo presidente nacional da legenda, o senador piauiense Ciro Nogueira, representa a consequência direta pela permanência de Fufuca no primeiro escalão do Governo Federal, uma atitude que desobedeceu a uma orientação direta da cúpula partidária.
De acordo com o comunicado, o ministro foi afastado de duas posições de destaque na estrutura do partido: a Executiva Nacional e a vice-presidência nacional. As retaliações, no entanto, não pararam na cúpula. A direção nacional também anunciou que realizará uma intervenção no diretório do Progressistas no Maranhão, estado de origem de Fufuca, retirando o controle da legenda das mãos do ministro.
No texto, o partido aproveitou para demarcar sua posição no cenário político nacional. "O partido reitera o posicionamento de que não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática", afirma a nota.

A medida enérgica contra um de seus próprios filiados que ocupa um ministério sinaliza um movimento claro de Ciro Nogueira para consolidar a linha de oposição do partido e coibir qualquer dissidência interna que colabore com a atual gestão.
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