
Um relatório apontando movimentações financeiras atribuídas ao ex-presidente Jair Bolsonaro gerou repercussão nesta semana. Nas redes sociais, apoiadores afirmam que os valores apresentados seriam fruto de um cálculo distorcido, no qual transferências internas entre contas seriam somadas repetidas vezes como se representassem novos recursos.
Segundo essa explicação, uma transferência de R$ 10 entre bancos diferentes poderia ser contabilizada várias vezes, elevando artificialmente o montante final. Dessa forma, movimentações que passam por diversas contas podem aparentar cifras milionárias, sem que haja entrada de novos valores.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do pai, destacando que os recursos recebidos por Jair Bolsonaro são doações voluntárias de apoiadores, que já somam mais de R$ 19 milhões. Segundo ele, os valores têm sido utilizados para custear a defesa do ex-presidente em processos judiciais.
Flávio classificou as apurações como perseguição política:
— “Eles sabem que se o nome Bolsonaro estiver na urna, é vitória da direita no primeiro turno. Bolsonaro assusta o sistema e é o terror da esquerda. Vão inventar de tudo para destruí-lo. Não vamos permitir!”
A defesa de Jair Bolsonaro sustenta que todas as doações foram realizadas de forma lícita e transparente.
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