
A obra de reforma e construção da Praça Governador Helvidio Nunes, um projeto aguardado pela população de Angical do Piauí, encontra-se em um cenário de atrasos, embargo judicial e fortes críticas por parte dos cidadãos. O contrato, assinado em 28 de outubro de 2024 com um prazo de execução de um ano, foi iniciado apenas em fevereiro de 2025 pela empresa M & K ENGENHARIA E CONSTRUCOES LTDA no valor de quase meio milhão de reais, levantando questionamentos sobre o planejamento e a gestão do projeto.
A população angicalense expressa sua insatisfação com a forma como a obra está sendo conduzida. "É um descaso total com a gente. A poeira está terrível, tive que fechar meu comércio hoje porque ninguém aguenta trabalhar assim. E o pior é ver as máquinas da prefeitura sendo usadas para dar lucro para uma empresa de fora, enquanto a gente aqui sofre com a falta de tudo", desabafa proprietária de um comércio no centro.
Outro morador, que prefere não se identificar, critica a falta de planejamento e o desperdício de recursos públicos. "Essa praça, na maquete, pode até parecer bonita, mas sem sombra, sem árvores e sem abrigo, quem vai usar no sol forte do meio-dia? E ainda por cima, construíram um quiosque que vai tampar a visão do trânsito, um perigo para todos nós. Parece que o dinheiro público está sendo usado para enriquecer empreiteiros, enquanto a nossa cidade precisa de coisas básicas", relata.
Um cidadão de bem, morador de Angical e trabalhador autônomo, aponta a contradição entre o uso das máquinas municipais e as necessidades da comunidade. "Enquanto a gente vê essas máquinas trabalhando para uma empresa que já está ganhando muito dinheiro com a prefeitura, as nossas máquinas ficam paradas. Poderiam estar ajudando nossos agricultores, ou pelo menos sendo alugadas para gerar receita para o próprio município. É um absurdo ver o dinheiro do povo sendo jogado fora dessa forma", lamenta.
A situação se agravou com a derrubada de árvores antigas e embelezadoras do centro da cidade sem a devida licença ambiental, o que levou ao embargo da obra pela Justiça. A retomada dos trabalhos, embora anunciada, tem sido marcada por transtornos para o comércio local e para a saúde pública, segundo relatos de moradores. A poeira gerada pelas máquinas do PAC da Prefeitura Municipal de Angical do Piauí invadiu estabelecimentos comerciais próximos à rodoviária e ao entorno da praça, além de atingir o Posto de Saúde do Centro, prejudicando o atendimento e a saúde dos cidadãos.
A polêmica em torno da Praça Governador Helvidio Nunes levanta sérias questões sobre a transparência, o planejamento e a priorização de recursos no município. A população clama por respostas e por uma gestão que realmente atenda às necessidades e ao bem-estar dos angicalenses.



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