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Bolsonaro diz que será problema para o Supremo Tribunal Federal “preso ou morto”

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16/03/2025 às 14h09
Por: Diogo Costa Fonte: Pleno News
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Jair Messias Bolsonaro
Jair Messias Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (16), na Praia de Copacabana que, mesmo “preso ou morto” vai continuar sendo um “problema” para o Supremo Tribunal Federal (STF). No discurso feito na manifestação Anistia Já, o líder conservador disse que já tem votos suficientes para emplacar a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

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– Eu estava nos Estados Unidos [no 8 de janeiro]. Se eu estivesse aqui, estaria preso até hoje ou quem sabe morto por eles. Eu vou ser um problema para eles, preso ou morto. Mas eu deixo acesa a chama da esperança, da libertação do nosso povo – disse Bolsonaro.

Bolsonaro disse ainda que o tamanho da pena imposta pelo STF aos manifestantes que foram detidos na Praça dos Três Poderes foi calculada para justificar uma condenação de 28 anos de prisão contra ele.

– O que eles querem é uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil – afirmou.

Bolsonaro defendeu o projeto de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro e disse que patriotas fugiram do país para escapar do STF. Ele estava ao lado de familiares de Cleriston Pereira da Cunha, preso no dia dos atos, mas que morreu em novembro de 2023 na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Segundo o ex-presidente, a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já tem votos suficientes para aprovar o projeto. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), prevê que a Casa vai discutir o projeto ainda neste mês.

– Já temos votos suficientes para aprovar na Câmara. Nós seremos vitoriosos. Nós veremos aparecer a Justiça. Se não é para aquele outro Poder que existe para isso, pelo Poder Legislativo. Até se o Lula vetar, nós derrubaremos o veto – declarou o ex-presidente.

Bolsonaro citou ainda uma conversa que teve com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que firmou apoio das bancadas do partido no Congresso para a anistia. A sigla integra a base do governo Lula e comanda três ministérios na Esplanada.

– Eu inclusive, há poucos dias, tinha um velho problema e resolvi com o Kassab em São Paulo. Ele está ao nosso lado, com a sua bancada, para aprovar a anistia em Brasília – informou o político. (Com informações AE).

Bolsonaro: “Se algo acontecer comigo, continuem lutando”

Durante seu discurso neste domingo (16), no ato Anistia Já, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse não ter “obsessão pelo poder” e pediu que as pessoas “continuem lutando” mesmo que algo aconteça com ele.

– Não tenho obsessão pelo poder, tenho paixão pelo Brasil. Se algo acontecer comigo, continuem lutando. O que eles querem no Brasil é fazer igual à Venezuela (…) Desculpe o pessoal de Israel, mas aqui é a terra prometida – disse.

Visivelmente emocionado, o líder conservador também disse que este domingo foi um dos dias mais difíceis de sua vida, pois o que estava em discussão era a vida de pessoas inocentes.

– Jamais esperava um dia estar lutando por anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade. Que não tinha intenção nem poder de fazer aquilo que estão sendo acusadas – apontou.

“Prometeram picanha e não tem ovo”, diz Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou neste domingo (16), em Copacabana, no Rio de Janeiro, do ato que pediu anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em seu discurso, ele afirmou que o cenário de inflação elevada do país é fruto de erros do governo federal, que não promove um ajuste fiscal.

– Ninguém aguenta mais inflação porque tem um governo irresponsável que gasta mais do que deve. Ninguém aguenta mais o arroz caro, o feijão caro, a gasolina cara, o ovo caro. Prometeram picanha e não tem nem ovo – disse o governador, alfinetando ainda a promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de picanha barata.

Tarcísio disse que o atual governo tem medo de perder a eleição para Bolsonaro, por isso há interesse em mantê-lo afastado das urnas. Ele defendeu que a oposição vai pautar e aprovar o projeto para anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro.

– Os caras que assaltaram o Brasil, os caras que assaltaram a Petrobras, voltaram para a cena do crime, voltaram para a política, foram reabilitados. Tá certo isso? Parece haver justiça nisso? Então é correto que a gente garanta a anistia daqueles inocentes que nada fizeram. E nós vamos lutar. Nós vamos garantir isso. Nós vamos garantir que esse projeto seja pautado, seja aprovado – afirmou.

Relator da anistia na Câmara diz que ela "está mais viva que nunca"

O relator do projeto de lei da anistia na Câmara dos Deputados, Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), deixou uma mensagem de esperança durante o ato Anistia Já, que acontece neste domingo (16), em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao falar sobre a proposição, o político ressaltou que muitos tentaram derrubar o projeto, mas que a proposta “está mais viva do que nunca”.

– Quando iniciamos, parecia um sonho longo, parecia um gigante difícil ser derrubado, quantas vezes decretaram a morte da anistia, quantas vezes falaram que a anistia estava morta. Mas eu venho trazer uma palavra de esperança, presidente, a anistia está mais viva do que nunca, e nós iremos aprovar a anistia aqui no Brasil – disse Valadares.

O deputado disse ainda que a anistia atual é para “pessoas inocentes” e traçou uma diferença com a anistia aos punidos por crimes cometidos durante o período do regime militar.

– Nós vemos artistas falarem: “Sem anistia”. Artistas, que foram beneficiados pela anistia no passado, mas, diferente dessa, eles foram beneficiados por terem matado, sequestrado banco, cometido assaltos, por fazerem guerrilha. Estamos tratando de anistia aqui de pessoas inocentes – completou.

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