Pablo Marçal foi condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo nesta sexta-feira (21/2) por abuso de poder político e econômico, além do uso indevido de meios de comunicação social durante sua campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024. A decisão, que ainda cabe recurso, foi proferida pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da primeira Zona Eleitoral da capital.
O magistrado determinou que Marçal ficará inelegível por oito anos, a partir de 2024. A condenação se baseia em ações movidas pela coligação liderada pelo PSOL, partido do então candidato Guilherme Boulos, e pelo PSB. O processo apontou irregularidades relacionadas à divulgação de um vídeo em que o empresário supostamente oferecia apoio a candidatos a vereador alinhados à direita em troca de doações para sua campanha.
A Justiça entendeu que a prática configurou captação ilícita de recursos e abuso de poder, comprometendo a equidade do pleito. O material divulgado foi um dos principais elementos analisados pelo juiz, que considerou a conduta prejudicial à integridade do processo eleitoral. Com a decisão, Marçal fica impedido de disputar cargos públicos até 2032.
A defesa do empresário argumentou que não há provas suficientes para justificar a condenação. Marçal declarou que recorrerá da decisão e reafirmou sua posição de que as acusações não têm fundamento.