
“Desde que o caso veio à tona, ainda na fase original do acordo de delação com a JBS, Cid disse que as acusações eram mentirosas e anunciou ação judicial contra os delatores”, informa o Jornal. Mas irmãos batistas garantem que têm muitos documentos para incriminar o ex-governador do Ceará. Os repasses não eram caixa 2, eram propina.
Wesley Batista, o homem que delatou Cid, elaborou 12 novos anexos que foram apresentados ano passado à Procuradoria-Geral da República. Desde então, ele já prestou três depoimentos à Polícia Federal.
Entenda
“Ao todo, Joesley está dando mais detalhes sobre 32 anexos complementares apresentados no ano passado, que reforçam as acusações de sua delação inicial, homologada em maio. Além disso, está trazendo novos documentos sobre os acertos criminosos com vários políticos e seus operadores financeiros. As novas revelações podem trazer mais complicações aos políticos já investigados no Supremo Tribunal Federal”, explica O Globo.
Em tempo
Parte do dinheiro recebido por Cid da JBS foi para pagar o marketeiro que fez a campanha de Camilo Santana em 2014, Manoel Canabarro. Por sinal, foi o mesmo profissional que o presidenciável Ciro Gomes ( PDT) contratou agora para fazer sua campanha em outubro próximo.
Enquanto Ciro denuncia dinheiro sujo de igrejas e do narcotráfico usado por político para se elegerem, fique calado com relação aos mais de R$ 20 milhões que o irmão recebeu de propina da empresa JBS.
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