
O senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator do Orçamento, anunciou nesta segunda-feira (28) que protocolou o texto final da “PEC da Gastança”, texto que será dará respiro econômico ao primeiro ano do governo Lula. De acordo com o senador, o texto terá um espaço para gastos acima do teto em benefícios sociais por quatro anos, além de permitir uma folga orçamentária na casa dos R$ 175 bilhões.
“Devido a muitas reações que se houve, chegou à proposta de quatro anos”, reconheceu Castro, indicando que o PT perdeu a batalha para tornar o rompimento de gastos perene. “É claro que tudo isso vai ser fruto de intensas negociações.”
“Não se conseguiu chegar a um denominador comum, por isso que demorou. Aí nós invertemos à lógica: em vez de esperar um denominador comum, preferimos apresentar e durante a tramitação, negociar”, continuou o senador.
Em um comunicado à imprensa, Castro entrou em detalhes: “O texto apresentado excepcionaliza do teto de gastos o valor necessário para dar continuidade ao pagamento dos R$600 do Bolsa Família, mais R$150 por criança de até seis anos de idade. E, ainda, recompõe o orçamento de 2023, que está deficitário em diversas áreas imprescindíveis para o funcionamento do Brasil.”
Agora, no final da tarde, ele participa de reunião da bancada do MDB com o presidente eleito, Lula.
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