Polícia Crime

Exclusivo! Promotora pede prisão domiciliar da mãe de Izadora Mourão

O pedido foi feito à Justiça em razão da necessidade de se garantir a ordem pública e a devida instrução do processo legal.

02/03/2021 21h28
Por: Diogo Costa Fonte: GP1
Reprodução / Facebook
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O Ministério Público do Estado do Piauí pediu a decretação da prisão domiciliar de Maria Nerci dos Santos Mourão, denunciada à Justiça por homicídio triplamente qualificado contra a própria filha, a advogada Izadora Santos Mourão, morta a facadas dentro de casa no último dia 13 de fevereiro, na cidade de Pedro II, região Norte do Piauí.

O pedido, que havia sido feito pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa – DHPP –, ao final do inquérito, foi ratificado nessa segunda-feira, 1º de março, pelo Ministério Público em razão da necessidade de se garantir a ordem pública e a devida instrução do processo legal.

Durante as diligências realizadas pela Polícia Civil, os policiais constataram que Maria Nerci dos Santos Mourão tentou de forma reiterada atrapalhar o curso das investigações, criando álibi e coagindo testemunhas do caso. Em razão disso, fez-se necessário o pedido da medida cautelar proposta pelo representante ministerial.

Além disso, Maria Nerci é agora a única responsável pelo filho mais velho, Vencerlau Santos Mourão, que possui esquizofrenia paranoide simples e tinha como seu representante legal João Paulo Mourão, que atualmente encontra-se preso na Cadeia Pública de Altos acusado da morte da irmã, Izadora Mourão.

Entenda o caso

João Paulo e Maria Nerci foram apontados pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa – DHPP – com os responsáveis pelo assassinato da advogada, que foi morta com sete golpes de faca, a maioria deles desferidos no pescoço da vítima que sequer teve chances de defesa.

Inicialmente, os dois envolvidos criaram uma narrativa colocando na cena do crime uma suposta vendedora na pequena cidade de Pedro II, que nunca foi localizada. Com o avanço das investigações e depoimentos de testemunhas, o DHPP constatou que a versão apresentada por João Paulo e Maria Nerci não coincidia com a dinâmica do crime.

Logo em seguida, os policiais foram encontrando provas materiais do assassinato da advogada, desconstruindo a narrativa apresentada por João Paulo Santos Mourão, que acabou sendo preso dois dias após o crime

As facas usadas no crime, além demais elementos colhidos pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica, confirmaram a suspeita levantada pela Polícia Civil de que o crime fora praticado pelo irmão, considerado autor material, e pela própria mãe, Maria Nerci, como coautora do assassinato que chocou a pacata cidade de Pedro II.

A partir de agora, a Justiça dará início à instrução processual de competência do Tribunal do Júri.

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