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Cientistas da UFPI descobrem fósseis da Era Paleozoica em Palmeirais e Nazária

Os fósseis são de répteis herbívoros, conhecidos como “captorrinídeos”, que eram parentes muito distantes dos lagartos. A pesquisa teve o apoio de cientistas de museus de pelo menos 5 países.

06/03/2020 16h21 Atualizada há 4 meses
Por: Diogo Costa Fonte: GP1
Foto: Artista Vitor Silva/UFPI - Ilustração dos répteis
Foto: Artista Vitor Silva/UFPI - Ilustração dos répteis

Uma pesquisa realizada por uma equipe de paleontólogos, liderada pelo professor. Dr. Juan Cisneros, descobriu alguns fósseis de répteis da Era Paleozoica nos municípios de Nazária e Palmeirais. O achado é inédito na América do Sul.

O professor Juan Cisneros, Paleontólogo e diretor do Museu de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), afirmou que o achado tem uma importância para "além" do Brasil. Os fósseis são dos répteis herbívoros, conhecidos como “captorrinídeos”, que eram parentes muito distantes dos lagartos. A pesquisa teve o apoio de cientistas de museus dos Estados Unidos, África do Sul, Alemanha, Argentina e Reino Unido.

“Tem uma importância para o Brasil e além, porque é a primeira vez que a gente conhece os vestígios destes animais que viveram na Era Paleozoica, na mesma era da Floresta Fóssil de Teresina, eles viviam na Floresta Fóssil. Nós já tínhamos encontrado as plantas aqui na Floresta Fóssil de Teresina, agora estamos encontrando os animais que consumiam essas plantas. É um elo que nos ajuda a conhecer a cadeia ecológica daquela época”, explicou o Paleontólogo.

Ainda de acordo com o professor Juan, os fósseis foram datados em aproximadamente 280 milhões de anos. Os primeiros e principais achados ocorreram em 2015 e 2016, outros foram encontrados posteriormente.

Foto: Reprodução/UFPI - Crânio e mandíbula do réptil

“O primeiro foi achado em 2015, os outros foram achados em 2016 e anos posteriores nós conseguimos localizar mais, mas os principais foram nesses primeiros dois anos. Essas pesquisas demoram bastante tempo, pois a gente tem que fazer análises, ir nos laboratórios, temos que fazer comparações, eu tive que visitar outros museus no exterior. Então, é um processo bem devagar”, disse o professor.

Ao ser questionado sobre a sensação pós-descoberta, o professor afirmou ter comemorado com um espumante com a equipe e que todos ficaram muito contentes com o trabalho realizado.

Foto: Reprodução/UFPI - Professor Juan Cisneros, Paleontólogo e diretor do Museu de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Federal do Piauí

“Nós abrimos um espumante no primeiro dia que descobrimos. Para você ter uma ideia, a equipe ficou muito contente porque era um achado novo, uma novidade. Na América do Sul, nunca foram achados répteis dessa família. Materialmente, é pequeno, mas tem uma importância muito grande porque é uma novidade desta espécie, dessa família na América do Sul. Estamos muito contentes com isso”, finalizou.

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