
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que um de seus primeiros atos de governo será "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo". Na publicação, o candidato também justificou a sua ausência no debate da Band, realizado nesse domingo (23/8).
"Eu quero debater, sim. Mas eu quero debater com quem está destruindo o Brasil, e piorando a sua vida. (...) Eu quero debater com quem é responsável por você, cidadão, estar parcelando em até seis vezes uma pizza no IFood. Eu quero debater com quem não acredita em Deus. Porque quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo", afirmou Flávio.
O senador também disse que não acredita que Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), os três candidatos que participaram do debate, são seus adversários.
"Os que vão debater hoje (23/8) não são meus adversários. (...) O meu adversário é quem está no poder e faz muita força para acabar com a economia e com a segurança das famílias brasileiras."
Críticas a Lulinha
Flávio Bolsonaro aproveitou a publicação para tecer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato que, até o momento, mais pontua nas pesquisas de intenção de voto.
Bolsonaro comentou especificamente sobre as investigações contra o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
"O filho do atual presidente, o Lulinha, é alvo de vários inquéritos para investigar tráfico de influência, corrupção, e repasses para ele da lobista do Careca do INSS. E as mensagens da Polícia Federal, você viu? 'Nosso futuro é a Suíça'. O futuro deles é a Suíça, e o seu presente é parcelar a pizza em 6 vezes, e andar na rua olhando para trás, para ver se não tem alguém te seguindo para roubar o seu celular."
Promessas de campanha
Na terceira e última parte do vídeo, Flávio ressaltou, mais uma vez, algumas de suas promessas de campanha. Um dos principais pontos lembrados pelo candidato foi a sua intenção em promover um "tesouraço" nas contas públicas.
"Menos impostos sobre quem produz. Menos peso do governo sobre quem emprega. Corte na burocracia, corte na corrupção, corte nos atos normativos, corte em decretos, corte em portarias, corte nos impostos. É isso que significa o 'tesouraço' que eu vou fazer."
Flávio também disse que vai classificar facções criminosas como organizações terroristas, e que o crime "não é caso de política social". O senador destacou que, durante seu governo, "(o preso) Vai ter que trabalhar para pagar a sua estadia no presídio. E os nossos policiais vão ter respaldo legal para trabalharem, ao invés de terem que responder a processo só porque trabalharam."
Por fim, o candidato do PL repetiu o slogan de campanha, mas disse que as palavras são mais do que isso para ele.
"Terceiro, (eu quero) um país que respeita a sua fé e a sua família. 'Deus, pátria, família e liberdade' não são slogan de campanha para mim. São fundamentos para a vida."
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